Utilização dos AUVs- Parte 2


Na primeira parte do artigo, vimos que os AUV’s tem diversas aplicabilidades, como na pesquisa submarina, na indústria bélica e até mesmo

como essa tecnologia tem sido aplicado no uso do dia-a-dia. Porém o maior

desenvolvimento e aplicabilidade dessa tecnologia vem do interesse em explorar o leito

marinho e mecanizar o trabalho em altas profundidades, onde seria perigoso para o uso de

mão de obra humana.


AUVs no auxílio da indústria Offshore


A indústria de óleo e gás foi uma das grandes impulsionadoras do desenvolvimento de tecnologia e sua eventual aplicação na engenharia de forma geral nos últimos anos. Ao longo da história do desenvolvimento dessa indústria foram aparecendo dificuldades à medida que a produção ia avançando do continente para o alto mar, que por sua vez chegaram até mesmo a explorações em poços existentes a mais de 7 mil metros de profundidade.


Tais profundidades colossais criam enormes desafios quando estamos falando de operar enormes estruturas que devem operar ainda sobre uma forte influência da coluna de água existente, que cria uma enorme pressão nas mesmas, sem falar ainda das correntes marítimas e outros fatores externos. Toda essa complexa estrutura e grandes variáveis que por si só são difíceis de se prever mesmo com grandes estudos, faz com que as estruturas de exploração de petróleo e gás, tais como os risers, necessitem de constante manutenção e inspeção, além claro da própria instalação desses equipamentos por si só.


No início, até mesmo com profundidades um pouco menores a utilização de mergulhadores para realizar as operações no leito marinho eram comuns, entretanto, além de dispendiosas, elas também se mostravam um grande risco a vida do mergulhador. Por isso os ROVs tornaram-se uma opção otimizada para essas operações, visto que um salário de um operador de ROV é menor comparado ao de um mergulhador offshore, fora a ausência de risco à vida do operador.


Porém, os ROVs ainda apresentam desvantagens se comparados às modernas tecnologias de AUVs, como por exemplo precisam estar conectados com uma embarcação suporte de ROV, além de necessitarem um operador, que está obviamente sujeito à falhas humanas. Por isso o AUV é a tecnologia mais moderna e otimizada, resultado de um processo de evolução da engenharia na indústria de óleo e gás.


Os AUVs ainda representam um braço de tecnologia muito embrionário, tanto é que a Robosub, competição na qual a UFRJ Nautilus participa anualmente, se propõe a juntar estudantes do mundo todo para resolver e desenvolver esse tipo de tecnologia. Ainda sim, eles já são utilizados para tarefas Offshore como a inspeção de pipelines, mapeamento do poço a ser explorado, monitoramento da vida marinha, entre outros.


Imagem: AUV executando o mapeamento do leito marinho e análise e pipelines

A diminuição dos custos e os trabalhos mais efetivos e precisos realizados na operação de exploração de óleo e gás fazem o casamento perfeito para o futuro dessa tecnologia, que mesmo nova no mercado, sem dúvidas será amplamente utilizada em ainda mais atividades no futuro, melhorando a produtividade e otimizando custos das empresas.


Escrito por Giulia Carvalho, Pedro Gomes e Mariana Jappour.

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