• UFRJ Nautilus

Gestão por OKR

Atualizado: 12 de mai.

A UFRJ Nautilus é uma equipe composta por cinco áreas e mais de cinquenta membros, voltados para a produção da melhor inovação na área de veículos autônomos. Dessa forma, é importante o uso de estratégias de gestão eficazes, a fim de manter os membros alinhados com os objetivos da equipe.


A gestão por OKR é uma ferramenta de orientação e execução de estratégias organizacionais. Ela é composta por um objetivo e seus resultados chaves, que são os indicadores de que o objetivo está sendo atingido. Essa ferramenta foi inventada na Intel durante a década de 1970 e é utilizada pelo Google desde o primeiro ano da empresa, em 1999. No Brasil, empresas como Nubank e OLX também fazem uso dos OKRs.



Vantagens


Podemos estabelecer algumas vantagens do uso das OKRs em relação ao uso de outros métodos de acompanhamento mais tradicionais. Entre eles:

  • Ciclos mais curtos

Primeiro, precisamos entender que para estabelecer as OKRs de uma instituição (seja de uma empresa ou uma equipe de competição) definimos primeiro as OKRs estratégicas, que possuem um ciclo de duração de 3 a 10 anos, que abrangem as metas dessa instituição como um todo. Depois, estabelecemos as metas gerais no período de um ano e fazemos o desdobramento delas para os diferentes setores ou áreas da equipe, em metas mais curtas, semestrais ou trimestrais. Dessa forma, temos um modelo mais flexível de acompanhamento que nos permite verificar o andamento das metas em um curto período de tempo e corrigir o que for necessário.

  • Definição das metas de forma bilateral

Diferente de um modelo rígido de hierarquia onde os gestores definem as metas da empresa e das equipes que trabalham nela sem consultar os demais colaboradores, as OKRs podem ser definidas tanto pelos gestores de forma geral quanto pelas área e pelos colaboradores individualmente, desde que alinhem seus objetivos com os macro objetivos apontados pela empresa.

  • Não são vinculadas à remuneração

As OKRs não avaliam o desempenho do colaborador, e sim se as metas da equipe estão sendo cumpridas. Logo, é importante que ela não esteja acoplada a um sistema de remuneração por cumprimento de metas. Esses sistemas, geralmente, fazem com que sejam estabelecidas metas mais fáceis e mais alcançáveis pelo colaborador para que os resultados sejam recompensados. Os objetivos das OKRs devem ser ambiciosos e dificilmente alcançáveis, portanto, a porcentagem de conclusão desse objetivo não deve ser levada tanto em consideração quanto o que de fato se alcançou ao cumprir aquela porcentagem do objetivo.

  • Foco em resultados (diferente de esforço)

As OKRs nos ajudam a definir tanto se nossos objetivos são aqueles que devem ser priorizados no momento (já que os objetivos devem ser poucos) quanto se nossos esforços estão sendo suficientes e produtivos para alcançá-los. Dessa forma, ao mensurar se estamos cumprindo os objetivos com base nos resultados que estamos tendo, podemos definir o que está dando certo e o que não está nos esforços empenhados e nas estratégias para a execução dos projetos e como podemos melhorá-los e utilizá-los.


Uso na Nautilus


Dessa forma, a UFRJ Nautilus não poderia deixar de implementar essa estratégia, para manter os membros das diferentes áreas engajados nos objetivos da equipe. Os ciclos de OKR utilizados são anuais e voltados para a garantia de um bom desempenho na RoboSub.


Cada área também possui seus próprios objetivos e resultados chaves, alinhados com o objetivo geral da equipe, que devem ser acompanhados periodicamente (em geral, semestralmente) e modificados de acordo com eventuais mudanças nos projetos.


Escrito por Lidia Paúra e Layla Venâncio


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